SARANDI PR RECEITAS DE “COBERTOR CURTO” EM 2017

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SARANDI PR RECEITAS DE “COBERTOR CURTO” EM 2017 (1)

SARANDI PR RECEITAS DE “COBERTOR CURTO” EM 2017

Final de ano, de gestão ou mais um quadriênio na administração pública se findando nacionalmente.

A “caneta” seca, o “café” do poder “gelado” e velhos desafios com novas roupagens ressurgem das cinzas das comunidades com vários “salvadores da pátria” sem conhecer a fundo a realidade viável de suas cidades.

Sarandi em 2013 recebia em “Transferências Correntes” do Governo Federal e Estadual mais de R$ 80,03 Milhões, ou 69,45% de toda sua Receita Corrente, enquanto nossa “Receita Tributária” com R$ 19,9 Milhões representava apenas 17,34%.

Traduzindo em 2013 de cada R$ 100,0 nos Cofres públicos, R$ 70,0 eram “Transferências Intergovernamentais” e R$ 17,34 é de Receitas Tributárias municipais.

Somos Financiados bem semelhantemente à grande maioria dos municípios do Brasil por 2/3 pela “União e Estados”, onde em 2015 chegamos aos incríveis R$ 102,4 Milhões crescendo 22,45% em menos de três anos.

Todavia, na contramão nossas “Receitas Tributárias Municipais” sofrem uma freada de 2014 a 2015, saímos de R$ 30,1 Milhões em 2014 para R$ 24,7 Milhões ou queda de 17,81% em 2015.

Só isso já representa um recuo de R$ 6,1 Milhões em apenas um ano, ou seja, um montante referente a todo dinheiro gasto na Secretaria de Assistência Social em 2015.

Outro dado curioso é referente as “Receitas de Capital”, sendo aquelas receitas provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão em espécie, de bens e direitos ou rendimentos.

Porém não se confunde aqui como “Superávit” por são recursos ao longos dos anos deixados de “gastar” ou executar no aprimoramento da qualidade do serviço público, onde em 2013 detínhamos de R$ 4,6 milhões e 2015 triplicou para R$ 11,4 Milhões.

Neste contexto, em 2016 já notamos os recursos federais e estaduais destas “Transferências Correntes” caírem 9,35%, R$ 9,6 milhões, com tendência de mais queda para 2017, bem como a evidente constatação de 4,9%, R$ 6,1 Milhões na quedas das “Receitas Correntes” entre 2014 e 2015, onde juntas podem somar, pasmem, uma redução de R$ 15,7 milhões para 2017.

Portanto, 2017 não somente teremos um início de gestão com “vacas magras” e baixa capacidade de endividamento e pagamento numa cidade onde ¾ de sua população dependem única e exclusivamente do serviço público.

Enfim não só teremos “cobertor orçamentário” curto e comprometido, mas exigirá toda maestria da capacidade administrativa da nova equipe de governo.

Editorial Por

Dr Allan Marcio

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